A dor crônica

A dor crônica

23/outubro | admgropen |
 

A dor crônica pode ser definida como uma dor em qualquer região do corpo presente por mais de três meses, ou seja dores cuja duração é menor que este periodo não podem ser caracterizadas com sendo do tipo crônica.

Antes deste período a cor é caracterizada como dor aguda.

A dor é um sinal do organismo que algo está errado e funciona como mecanismo de alerta para conservar a integridade do nosso corpo.

Por exemplo: Se alguem pisasse eu um prego na rua e não sentisse dor, a pessoa poderia não perceber de imediato e o prego poderia lesar estruturas internas do pé como nervos, artérias ou ossos profundos. A dor serve para alertar de um perigo a nossa integridade física.

Existe uma doença genética chamada CIPA – Insensibilidade genética a dor com anidrose – Pessoas com esta síndrome são incapazes de sentirem dor e levam uma vida muito difícil e muitas vezes morrem cedo.  Estas pessoas podem se queimar,  furar, cortar,  infeccionar ou se lesionar sem saber e o problema inicial pode se agravar progressivamente e levar inclusive a morte. Ou seja a dor é extremamente importante para a nossa integridade física.

Quando a dor se torna crônica o raciocínio é bem diferente. É como se fosse uma doença dos mecanismos de transmissão e interpretação da dor. Nestes casos a dor é muito intensa e ela não esta relacionada a nenhuma função de autopreservação. Ela é simplesmente uma falha dos mecanismos de regulação do sistema de dor.

Quanto mais tempo de dor crônica maior é sensibilização do sistema de dor e mais difícil se torna tratar a dor.

 

 

Principais Dores Crônicas

  • Dor de Cabeça incluindo as enxaquecas.
  • Dor de Coluna divididas em dor no pescoço, dor nas costas e dor lombar.
  • Dores articulares como: Dor em ombros, bacia (quadrís),  joelhos, mãos, pés, tornozelos, cotovelos.
  • Dores musculares como a Sindrome de dor miofascial
  • Dores difusas como a fibromialgia e a dor secundária a hipermobilidade.
  • Dores pélvicas crônicas incluindo dor para urinar, dor para evacuar e dor durante as relações sexuais.
  • Dores articulares de origem reumatológica como artrite reumatóide e espodiloartropatias soronegativas
  • Dores torácicas atípica que poem ser confundidas com infarto do coração ou tromboembolismo pulmonar.

 

Tratamento da Dor Crônica:

O tratamento da dor sempre deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar.

Pela grande diversidade dos quadros de dor um só profissional pode não ser suficiente para diagnosticar e tratar a dor crônica.

Nas diferentes etapas do tratamento da dor são necessários médicos especialistas com experiência no trata mento da dor crônica além de psicólogos fisioterapêutas, educadores físicos e nutricionistas.

Todos os tratamentos devem ser precedidos de um diagnóstico do motivo da dor.

Nunca deve ser iniciado um tratamento sem a avaliação clínica pois alguns tratamentos que melhoram a dor parcialmente podem esconder uma doença mais grave que se não abordada a tempo pode levar inclusive ao óbito.

Ou seja um tratamento de dor nunca deve ser iniciado sem que haja uma avaliação por uma equipe de profissionais especialista em dor.

Não bastasse, alguns tipos de dores e algumas doenças associadas contraindicam alguns tratamentos muito utilizados como acupuntura, exercícios físicos e eletroterapia.

 

Seguem poucos exemplos alguns exemplos ilustrativos:

Acupuntura em pacientes usando antigoagulates e antiagregantes podem levar a sangramentos.

Exercícios físicos gerais ou alongamentos podem piorar muito um quadro de hipermobilidade e fibromialgia caso uma equipe multidisciplinar com experiência neste tipo de dor não esteja em conjunto determinando o tipo de tratamento físico e como e quadro aumentar a carga dos mesmo.

 

Conclusão:

A dor crônica é considerada um disfunção no sistema de controle de dor do organismo e necessita SEMPRE de avaliação e tratamento por uma equipe multidisciplinar

 

 

  • CIPA Congenital insensitivity to Pain with Anhidrosis – Mutação do gene Neurotrophic Receptor Tyrosine Kinase 1, NRTK1

 

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